
Estigma e discriminação
é o lema da Campanha Mundial contra o SIDA 2002-2003, com a duração
de dois anos.
O estigma e a discriminação são os principais obstáculos
a uma prevenção e atenção eficazes do HIV/SIDA.
O medo da discriminação pode impedir que as pessoas solicitem
tratamento contra o SIDA, ou que reconheçam publicamente o seu
estado serológico em relação ao HIV. As pessoas infectadas
ou presumivelmente infectadas pelo HIV, podem ver-se rejeitadas pelos
serviços de atenção de saúde, ficar sem casa
e emprego, ser evitadas pelos amigos e colegas, impedidas de fazer seguros,
ou pode negar-se-lhes a entrada em países estrangeiros. Em alguns
casos, podem ser expulsas de casa pelos seus familiares, os seus cônjuges
podem divorciar-se delas, e podem ser vítimas de violência
física, e até de homicídio. O estigma relacionado
com o HIV/SIDA pode ampliar-se à geração seguinte,
com a consequente carga psicológica para as crianças que
possivelmente estejam também a tentar superar a morte dos seus
pais, por causa do SIDA.
Centrando-se no estigma e discriminação,
a Campanha propõe-se encorajar as pessoas a quebrar o silêncio
e derrubar os obstáculos que impedem uma prevenção
e atenção eficazes, do HIV/SIDA. A batalha contra o SIDA
só poderá ser ganha, confrontando o estigma e a discriminação.
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