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ANASO

Rede Angolana das Organizações de Serviços de SIDA

anasoanaso@hotmail.com

Acções nos 2 últimos anos

Criada em 1999, com a constituição dos seus órgãos constituintes, a culminar um movimento que teve o seu início em 1994, a ANASO incluí mais de 40 organizações não Governamentais nacionais. Tem como objectivos servir de interlocutor dos seus associados junto do governo, doadores, agencias das Nações Unidas e organizações internacionais.

Nos últimos anos a ANASO tem vindo a incrementar as suas acções convista a fortalecer as suas bases e políticas bem como incrementar a troca de informações e experiências ao nível da região austral de África onde se encontra inserida.

Em Dezembro de 2001, a ANASO realizou pela 2ª vez em alusão ao dia mundial de luta contra o SIDA, uma marcha massiva que teve participação de mais de 1500 populares percorrendo várias artérias da cidade de Luanda com duração de mais de 3 horas, culminando na sede do Governo provincial. Serviu para sensibilizar as autoridades e sociedade angolana da necessidade de multi-sectorizar o problema, disponibilizar fundos para as campanhas nacionais, disponibilizar anti-retrovirais, quebrar as barreiras do estigma e discriminação. Testemunhado por membros do governo entre eles a Ministra da Saúde de Angola, Dra Albertina Hamukwaia, Representantes das Agencias das Nações Unidas, Embaixadores acreditados em Angola, Deputados e Organizações de portadores. Na verdade, apartir daí e graças a estas massivas actividades verificou-se por parte do Governo angolano uma atitude de maior engajamento ao longo de 2002, baseado em um discurso mais activo em relação a disponibilização de anti-retrovirais, uma maior abertura a participação da sociedade civil em eventos promovidos pelo Governo, e vice-versa, enfim houve uma maior democratização de acções tendentes a luta contra o SIDA em Angola. O governo angolano assumiu publicamente suas responsabilidades nesta questão, apesar de ainda não ser suficiente. Mas acreditamos que a luta vai continuar.

Ao longo de 2002, destacam-se ainda as actividades para jovens realizadas pela maioria das ONGs da Rede. As escolas foram sem dúvidas as mais visadas por essas acções. Apurado dos relatórios das Organizações mais de 20 escolas do ensino de base foram contempladas com actividades de educação para a prevenção. Nestas acções foram incluídos professores e alguns pais. Mais de 32 mil jovens participam ao longo do ano.

Outras acções de rua foram realizadas, nos principais pontos turísticos e de lazer da cidade de Luanda. Pelo menos 9 destes pontos foram contemplados, destacando-se a parte baixa de Luanda, as zonas “balneares” da Ilha de Luanda e do Bairro Benfica. Também os grandes mercados informais de Luanda, bem como os clubes nocturnos. Nestes últimos, com a colaboração dos responsáveis destas casas, foi possível a distribuição de preservativos e folhetos informativos. Mais de 2 milhões de preservativos foram distribuidos, 75 professores formados.

A nível dos seropositivos, uma organização foi criada a mais de 2 anos trabalhando para a promoção de políticas e defesa dos seropositivos e doentes e no combate ao estigma e discriminação. Lutam para o acesso aos anti-retrovirais, para fundos específicos, e para que o governo promulgue uma legislação de apoio e defesa dos direitos dos seropositivos e doentes.

Para o final de 2002 e ao longo de 2003 vamos continuar a insistir no exercício da advocacia para a aprovação do projecto de criação da Comissão Nacional de luta contra o SIDA, que achamos ser um dos pressupostos importantes para a realização de acções de combate a doença e que é um assunto que vem sendo adiado a bastante tempo apesar de já ter sido diagnosticado a sua importância para este problema. A criação desta comissão iria protagonizar a criação de uma estratégia nacional, a multisectorição e maiores capacidades de captação de fundos. Ainda a rápida aprovação da lei de defesa e apoio dos seropositivos e doentes, que neste momento está na fase de recolha de contribuições ao “draft” inicial e cujas as versões finais devem, em nossa opinião, ser levadas à discussão num fórum nacional. E finalmente, estimular o governo angolano afim de garantir, no país, o tratamento das pessoas portadoras com anti-retrovirais.

Desenvolver acções que visam quebrar o silencio, estigma e discriminação contra seropositivos e doentes e estimular maior envolvimento dos lideres políticos, comunitários e religiosos na abordagem do problema.





Feliciano Jorge Martins Luanda, 1 de Outubro 2002

ACÇÕES:

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DOCUMENTOS:

(Nenhum Documento Disponível)