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Sida: Brasil é uma referência no combate à doença

Portugal diário

28.04.2007, Brasil - O Brasil foi um dos primeiros países em desenvolvimento a fornecer antiretrovirais aos portadores do vírus da Sida, razão pela qual é considerado uma referência mundial no combate à doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Desde 1996, os portadores do vírus VIH recebem os medicamentos antiretrovirais nos postos de saúde pública espalhados por todas as regiões do Brasil.

O Ministério da Saúde vai investir este ano cerca de 1,2 mil milhões de reais (436 milhões de euros) no programa de combate à Sida, dos quais 900 milhões de reais (327,3 milhões de euros) serão utilizados na compra de medicamentos.

Os restantes recursos serão utilizados em acções de prevenção da transmissão do vírus, nomeadamente campanhas públicas e distribuição gratuita de 1,5 mil milhões de preservativos num ano (cerca de oito unidades por habitante).

Só durante as comemorações do Carnaval, período em que a prática de sexo inseguro é mais frequente, o Governo brasileiro distribuiu cerca de 20 milhões de preservativos.

A meta do programa de combate à Sida do Ministério da Saúde é aumentar a distribuição gratuita de preservativos para um total de três mil milhões de unidades por ano até 2008.

O Brasil mantém um programa de Cooperação Internacional para Acções de Controlo e Prevenção da Sida que já beneficiou vários países, entre os quais São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Cabo Verde, Moçambique e Timor Leste.

Dados oficiais indicam que a taxa brasileira de incidência se mantém estável, embora ainda num patamar considerado elevado, com cerca de 17,2 casos por 100 mil habitantes, num total de 371.827 infectados.

A mortalidade provocada pela doença mantém-se também estável, com uma ligeira descida dos 6,4 óbitos por 100 mil habitantes para os 6,1 óbitos por 100 mil habitantes nos últimos anos.

A prática de sexo sem preservativo continua a ser a principal forma de transmissão do HIV, tanto nos homens como nas mulheres, com um ligeiro aumento do número de casos na transmissão heterossexual.

Os dados oficiais mais recentes indicam ainda um crescimento da epidemia entre as mulheres em praticamente todas as faixas etárias a partir dos cinco anos.

Actualmente, para cada 1,5 casos de Sida em homens há um caso nas mulheres, relação que contrasta com os anos de início da epidemia, quando eram registados 16 casos em homens para apenas um entre as mulheres.

Já entre os homens registou-se um aumento no número de casos na faixa etária entre os 40 e os 59 anos, mas uma redução das taxas de incidência nos indivíduos entre os 13 e os 29 anos.

No caso de crianças com menos de cinco anos infectadas pela chamada transmissão vertical (de mãe para filho), o número diminuiu de 943 para 703 nos últimos anos, num total de 21 mil crianças contaminadas.

A meta do Governo brasileiro é reduzir para próximo de zero os casos de transmissão vertical, que expõe à contaminação cerca de um terço dos recém-nascidos de mães portadoras do vírus durante o parto ou a amamentação.

Uma recente projecção feita pelo Ministério da Saúde, com base em resultados fornecidos por centros de doação de sangue, indica que cerca de 400.000 brasileiros não sabem que têm Sida.

Campanhas oficiais e de organizações não governamentais incentivam cada vez mais a população brasileira a fazer o teste da Sida em cerca de 250 centros de teste gratuitos espalhados por todo o país, com completo sigilo.

Portugal acolhe hoje o «HIV Meeting», um encontro internacional sobre o Vírus da Imunodeficiência Humana que está a decorrer em Cascais e reúne especialistas nacionais e internacionais sobre a doença.


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