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 Guiné Bissau
Falta de médicos e enfermeiros é principal problema na luta contra SIDA na Guiné
Açoriano Oriental 23/08/2007, Guiné Bissau - A falta de médicos e enfermeiros é um dos principais problemas que a Guiné-Bissau enfrenta na luta contra a SIDA, num país onde os jovens começam a deixar de lado os preconceitos e a aderir ao preservativo.
Em declarações à Agência Lusa, um médico guineense que vai liderar um projecto de luta contra a SIDA na Guiné-Bissau disse que naquele país "faz falta tudo", mas, acima de tudo, há falta de médicos e enfermeiros.
"Faz falta tudo, mas temos mais dificuldade é com os recursos humanos porque muita gente deslocou-se para fora do país. Isso provocou falta recursos humanos", disse Adamou Djibo.
A trabalhar num centro de saúde em Bissau, este médico vai coordenar em breve um Centro de Aconselhamento e Despistagem do vírus da SIDA que a Organização Não-Governamental portuguesa INDE, Intercooperação e Desenvolvimento está a criar na capital guineense.
"É um projecto muito ambicioso. Numa primeira fase, vou trabalhar com uma assistente social, que já leva mais de 20 anos no serviço de saúde. Mais tarde, e se o fluxo de trabalho for muito mais activo, iremos contratar mais pessoal", contou.
Adamou Djibo falava à Lusa no final de uma visita de 15 dias a Portugal, que aproveitou para conhecer vários centros da Santa Casa da Misericórdia, centros de saúde e as instalações do Programa Nacional de Luta contra a SIDA.
O objectivo era o da partilha de práticas e experiências na luta contra o HIV que possam levar a colaborações e a partilha de recursos.
"Ganhei experiência, fiquei com uma ideia de como se trabalha aqui. Há alguma diferença em relação à Guiné-Bissau porque Portugal tem muitos mais meios, mas o trabalho é quase similar", afirmou.
Apesar de não saber determinar quantas pessoas infectadas com o HIV existem na Guiné-Bissau, Adamou Djibo salientou que a situação naquele país "é preocupante".
"Há muita promiscuidade e o principal foco de contaminação é o sexual. Nas televisões e na rádio estão a fazer-se campanhas pela utilização do preservativo e de prevenção ao HIV. Também fazemos palestras e cartazes onde se explica como utilizar o preservativo", afirmou.
Para o médico guineense, é de realçar o facto de os jovens guineenses estarem a começar a utilizar o preservativo.
"Já há muitos jovens a aderir, isso é um bom sinal. Tomaram consciência de que têm de se prevenir", sublinhou.
Adamou Djibo começou a colaborar com a INDE há cerca de dois anos, quando começou a prestar, a título gratuito, assistência médica a crianças de rua que aquela ONG acolhia.
Além de ir coordenar o Centro de Aconselhamento e Despistagem, o médico será também o responsável pela formação de uma equipa de apoio domiciliário a pessoas com HIV, que vivem em Bissau.
Ambos os projectos inserem-se no programa "Apoio à Vida Contra a SIDA" que a INDE está a desenvolver na Guiné-Bissau e que foi premiado no passado mês de Julho pela Fundação Glaxo Smith Kline.
A Guiné-Bissau mantém-se como um dos mais pobres países do mundo, descendo para o 173º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre 2000 e 2004, razão pela qual a INDE teve em conta "o profundo desconhecimento face ao HIV/SIDA" para fazer uma "intervenção urgente" no país.
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