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 Angola
Para Representantes Das Pessoas Vivendo Com HIV/AIDS, a vida humana está na frente de qualquer discussão sobre patentes
Lucas Bonanno 26 de Janeiro 2005, Angola - “A vida humana em primeiro lugar.” Esta é a opinião dos integrantes dos Fóruns de ONG/AIDS dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, Roberto Pereira e Beto Volpe, sobre a quebra de patentes dos medicamentos anti-retrovirais. A polêmica que voltou à tona nesta semana, em reportagem publicada no jornal O Estado de S.Paulo, envolve o governo brasileiro – que afirma gastar 80% do orçamento do Programa Nacional de DST/AIDS com a compra de três remédios patenteados – e as industrias farmacêuticas, que alegam ser impossível investir em novas pesquisas se as patentes forem quebradas.
Nesta segunda-feira, 24, o Infectologista Mauro Schechter, chefe do Laboratório de Pesquisa em Aids do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro, criticou duramente a possível quebra de patentes de anti-retrovirais. (ler sobre) De acordo com a entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, o médico teme que o Brasil pare de receber investimentos por parte das indústrias farmacêuticas.
Para o secretario executivo do Fórum de ONG/AIDS do Rio de Janeiro e coordenador do Centro de Educação Sexual (CEDUS), Roberto Pereira, o que está em questão é a vida das pessoas, tendo em vista a dificuldade, por parte do Ministério da Saúde, da compra e distribuição gratuita de todos os remédios contra doença. “É lógico que tememos a falta de pesquisas para novos medicamentos anti-retrovirais, mas o mais importante é a saúde da população. Não nos interessa o investimento em turismo e em outros setores do país. O que está em jogo é a vida humana,” contesta.
Da mesma opinião é o integrante do Fórum de ONG/AIDS de São Paulo e primeiro secretário do Grupo Hipupiara (São Vicente), Beto Volpe. “Deve haver algum meio em que o Programa Nacional de DST/AIDS consiga manter a qualidade e que os laboratórios possam obter lucros para investir em pesquisas”, diz.
No entanto, ele acredita que se as leis das patentes vão atrapalhar futuramente que o Governo possa investir em ações contra doença, é necessário a quebra imediata. “Muitas pessoas estão morrendo”, ressalta. Para Volpe, a discussão sobre patentes precisa ainda se estender para outros países, em especial os africanos, que são dizimados pela epidemia de Aids.
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