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Vai ser distribuído um novo kit no programa de troca de seringas
Público 04/09/2007, Portugal - Desde 2004 que um estudo- -piloto recomenda a inclusão de dois novos componentes, cuja partilha pode transmitir doenças infecciosas
Os kits do programa de troca de seringas vão finalmente passar a ter recipientes e carteiras de ácido cítrico, dois produtos que, se forem partilhados, podem transmitir doenças como a hepatite C ou o vírus da sida.
Os kits - que os utilizadores de drogas injectáveis podem usar e depois trocar por novos nas farmácias, em postos móveis e em algumas organizações não governamentais - eram compostos por duas seringas, dois toalhetes, desinfectantes com álcool, um preservativo, uma ampola de água bidestilada, um filtro e um folheto informativo.
Segundo pode ler-se no site da Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida, a renovação dos kits segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde e de um estudo-
-piloto realizado em 2004 nas cidades de Lisboa, Porto e Algarve, onde se considerou "indispensável" o fornecimento de recipientes e carteiras de ácido cítrico, uma vez que a partilha destes utensílios pode transmitir doenças infecciosas.
Segundo garantiu à Lusa fonte da coordenação nacional, os novos kits estão já prontos para começarem a ser fornecidos, o que deverá acontecer depois da sua apresentação pública, na sexta-feira, em Lisboa.
O programa da troca de seringas está no terreno há quatro anos e resulta de uma parceria entre o Estado e a Associação Nacional das Farmácias e a que se juntaram várias organizações não governamentais.
Os responsáveis do programa dizem que, até Dezembro do ano passado, mais de 38 milhões de seringas foram trocadas no país.
O último estudo de avaliação ao programa, realizado em 2002 pela Associação Nacional de Farmácias, considera-o um sucesso na redução do risco de infecção.
Os investigadores calculam que o programa de troca de seringas evite sete mil novos casos de sida por cada 10 mil utilizadores de drogas injectáveis. A poupança para os serviços de saúde públicos deste programa de redução de riscos foi então avaliada em pelo menos 400 milhões de euros. PÚBLICO/Lusa ( pg.3)
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