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Cécilia explica libertação de enfermeiras búlgaras
Diário de Notícias 05/09/2007, SIDA NO MUNDO - Cécilia Sarkozy quebrou o silêncio e explicou finalmente qual foi o seu verdadeiro papel na libertação das enfermeiras búlgaras e de um médico palestiniano que estiveram detidos na Líbia durante oito anos.
Mas fê-lo à imprensa, numa entrevista ao L Est Republicain, um jornal regional também disponível na Net. E não a uma comissão parlamentar de inquérito - como exigem os partidos da oposição que a acusaram de tentar roubar o protagonismo aos que negociaram com o regime de Kadhafi para libertar os detidos.
"Não sei como procederam os outros. Mas eu fui ao local como mulher, como mãe, sem me deter com questões de relações internacionais, mas com a intenção de salvar vidas.", disse a mulher de Nicolas Sarkozy.
"O coronel Kadhafi teve diante de si uma mulher que se dedicou exclusivamente às crianças do hospital de Benghazi, às famílias das vítimas, às enfermeiras e ao médico presos", adiantou a primeira-dama francesa.
Os profissionais de saúde foram detidos sob a acusação de terem contaminado com HIV/Sida 438 crianças inocentes e, mais tarde, condenados à morte pelo tribunal. A UE negociou com Kadhafi, acreditando na inocência dos acusados, conseguindo, por fim, libertá-los.
"Nós falámos em inglês frente-a- -frente e sem intérprete. Eu penso que ele compreendeu que comigo poderia fazer um gesto humano susceptível de melhorar a sua imagem. Mas não discuti com ele. Negociei sem parar durante 50 horas com todos os dirigentes líbios que estavam implicados neste dossiê".
Questionada pelo jornal sobre que contrapartidas ofereceu em troca das enfermeiras e do médico, para além daquelas que a UE e alguns dos seus países já tinham proposto, Cécilia explicou: "Não são mais do que contrapartidas médicas. Ofereci ao hospital de Benghazi médicos encarregues de formar os seus homólogos líbios, equipamentos, tratamentos contra a sida e vistos rápidos para que os casos graves recebam tratamento em hospitais de França".
Quanto à sua recusa em comparecer numa comissão de inquérito, a mulher de Sarkozy respondeu que acredita que esse não é o seu lugar, enquanto primeira-dama. Mas o seu argumento não parece convencer. "A Europa foi instrumentalizada por uma terapia familiar dos Sarkozy", disse Daniel Cohn-Bendit, co-presidente dos Verdes europeus, numa conferência de imprensa.
O eurodeputado, citado pela AFP, acusou Sarkozy de ter desbloqueado os contratos de armamento com a Líbia apenas para que Cécilia pudesse ter uma fotografia ao lado das enfermeiras búlgaras e do médico.|
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